Fotos Oficina Mestre Manoel

Confira aqui as fotos da Oficina ministrada pelo mestre Manoel do Grupo de Capoeira Ypiranga de Pastinha do Rio de Janeiro.

Conheça um pouco mais sobre o Mestre Manoel e o Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha

O Mestre Manoel desenvolve um importante trabalho de Capoeira em diferentes partes do mundo e junto às comunidades carentes do Rio de Janeiro, especialmente no Complexo da Maré.

Para saber um pouco mais, existem diversos vídeos no youtube que contam um pouco mais deste trabalho.



Transcrevo abaixo parte do texto “Resistências e Experiências Culturais” de Lilian Fessler Vaz e Claudia Seldin (UFRJ), que fala um pouco do trabalho do Mestre Manoel.

Para ler o texto na íntegra acesse o link:
http://www.corpocidade.dan.ufba.br/arquivos/resultado/ST1/LilianFesslerVaz.pdf

O Grupo de Capoeira Angola Ypiranga de Pastinha GCAYP, criado em 1998 por Emanuel Lopes Lima, o Mestre Manoel, tem como proposta aliar a
prática física ao aprendizado da história da capoeira, com ênfase na valorização de suas raízes negras, buscando formar novos agentes multiplicadores, capazes de conscientizar através da arte.

A Capoeira Angola, adotada pelo grupo da Maré, segue a linha da escola de Mestre Pastinha, que destaca a importância da conexão com a dança, e privilegia os movimentos de defesa e ginga (meneio de corpo), que exigem grande flexibilidade, rapidez e esforço muscular.

A capoeira exige que seu praticante tome atitudes e iniciativas baseadas em raciocínio, intuição e improviso, em resposta aos movimentos vacilantes e enganadores do adversário. Aqueles que a
dominam bem possuem a “mandinga”, muito relacionada ao conhecido “jogo de cintura” brasileiro.

Este elemento denota outra característica importante da capoeira: a necessidade de tomar um posicionamento, presente nas situações de luta, que pode ser visto como uma preparação para a vida e para o enfrentamento de problemas do cotidiano.
A capoeira ensinada pelo GCAYP procura propiciar a cada praticante sua própria expressão corporal individual, promovendo o seu desenvolvimento pessoal. Sua proposta tem um forte caráter pedagógico e político-social, incorporando o ensino da história afro-brasileira e despertando discussões e reflexões entre os alunos. As aulas são elaboradas de modo a propiciar
a articulação entre os praticantes (em sua maioria crianças e adolescentes) , induzindo-os à conscientizaçã o, à socialização e à sensibilização para a descoberta de uma identidade própria.
Possibilita- se, assim, que jovens convivam num mesmo espaço, criando novas sociabilidades através da capoeira, como corpos que dialogam no intuito de abraçar suas semelhanças e respeitar suas diferenças.

O grupo também procura trabalhar a relação dos alunos com a cidade, incentivando a prática da capoeira nos espaços públicos (ruas e praças), dentro e fora da Maré, permitindo, assim, que conheçam outras realidades. Com isso, a auto-estima dos jovens é estimulada, despertando uma auto-consciência (corporal e identitária). Os espaços da cidade tornam-se os lugares onde podem se exibir e perceber o valor positivo daquilo que fazem.

Enquanto a maior parte das apresentações acontece ao ar livre, o ensino teórico e os ensaios são realizados na velha fábrica do Morro do Timbau. O sucesso de suas atividades fez com que outros grupos culturais percebessem o potencial do lugar. Também prejudicados pela ausência de locais próprios para sua atuação, estas ações culturais, de menor porte, buscaram uma aliança com o grupo de capoeira, distribuindo- se nos cinco andares do prédio.

Assim, surgiu o Centro de Artes e Cultura Popular da Maré, um núcleo alternativo de cultura. Em seu andar térreo, destaca-se o GCAYP, que oferece também aulas de dança afro, jongo, apoio escolar e oficinas de samba de roda e artesanato. As duas últimas são frutos da colaboração com o Instituto Staumbor – um projeto voltado para a música, alocado no quarto andar do edifício, e que também é responsável por uma orquestra de berimbaus. No segundo andar, existe uma academia de jiu-jitsu e um estúdio de gravação musical da ONG AULA, que atende a cerca de quinze bandas locais. O último pavimento é reservado para atividades comunitárias coletivas.

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